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O que é oligoidrâmnio?


Essa palavra complicada significa que você está com menos líquido amniótico que o ideal dentro do útero. Quando acontece o contrário, o excesso de líquido amniótico é chamado de hidrâmnios ou polidrâmnio. A redução no líquido amniótico não é tão rara: cerca de 8 por cento das grávidas têm oligoidrâmnio em algum ponto da gestação, normalmente no terceiro trimestre.



Por que o líquido amniótico é importante?




O líquido amniótico envolve o bebê durante todo o seu desenvolvimento, dentro do saco amniótico, também conhecido como bolsa das águas. Ele serve para:


• Amortecer choques e movimentos bruscos.

• Impedir que o cordão umbilical seja comprimido, o que prejudicaria o fornecimento de oxigênio para o bebê.

• Manter uma temperatura constante dentro do útero.

• Proteger o bebê contra infecções

. • Permitir que o bebê se movimente, desenvolvendo os músculos e os ossos.

• Ajudar na formação do sistema digestivo e respiratório, já que o bebê "inspira" e "expira" o líquido, e o engole, eliminando-o na forma de urina.



Qual é a quantidade ideal de líquido?



O volume de líquido amniótico vai aumentando com o decorrer da gravidez, e costuma chegar à sua quantidade máxima por volta de 34 a 36 semanas de gravidez. Nessa altura, você tem entre 800 ml e 1 litro de líquido dentro do útero. Depois disso, o volume vai diminuindo aos poucos, até o bebê nascer.



Como dá para saber quanto líquido tem dentro da barriga?



Para medir a quantidade de líquido, é preciso fazer um ultra-som. Seu médico vai solicitar um se desconfiar de que a quantidade de líquido está abaixo da ideal. Veja alguns sinais de que isso pode estar ocorrendo:


• quando a mulher está perdendo líquido amniótico pela vagina

• quando o bebê está menor que o normal para a idade gestacional

• quando o médico consegue apalpar fácil o bebê pelo lado de fora da barriga

• quando a mulher não está sentindo o bebê mexer com frequência

• quando a mulher já teve outro filho que nasceu pequeno para a idade gestacional

• quando a mulher tem pressão alta

• quando a mulher está com diabete

• quando a mulher sofre de lúpus


Com a ultra-sonografia, dá para medir os bolsões de líquido em vários pontos do útero (o espaço entre o bebê e a parede uterina), e o especialista faz um cálculo que resulta no índice de líquido amniótico (ILA).

No terceiro trimestre, o ILA deve estar entre 5 cm e 25 cm. Um índice abaixo de 7 cm é considerado sinal de alerta, e com menos de 5 cm pode fazer com que os médicos prefiram adiantar o parto.



O bebê corre riscos por eu estar com pouco líquido?



As consequências para o bebê dependem da causa da redução no líquido, e se a quantidade está mesmo muito pequena. Na maioria dos casos, o oligoidrâmnio é diagnosticado no terceiro trimestre e não exige nenhuma providência, só um acompanhamento um pouco mais atento da gravidez. A maior preocupação quando há redução no volume de líquido antes do terceiro trimestre é que o crescimento dos pulmões do bebê seja prejudicado. Por isso, é provável que você seja submetida a ultra-sonografias com mais frequência para acompanhar o desenvolvimento do seu filho. A possibilidade de parto prematuro é outra preocupação. Pode ser, porém, que os médicos decidam que o bebê vai se desenvolver melhor fora do útero do que dentro, e resolvam antecipar o parto. É comum que, em casos de falta de líquido amniótico, o bebê esteja sentado, pois o líquido é que facilitaria a movimentação dentro do útero e o posicionamento de cabeça para baixo.



Por que o líquido diminui?



Nem sempre a causa do oligoidrâmnio é conhecida. A diminuição do volume das águas é mais observada nos meses de clima quente, por isso os especialistas acreditam que ela tenha relação com a desidratação materna. Dessa maneira, seu médico vai recomendar que você tome muito líquido. Repouso e banhos de imersão também costumam ser recomendados pelos obstetras. Existem outras causas específicas para a redução no líquido, e cada uma tem seu próprio tratamento. Conheça as causas mais comuns:


Ruptura parcial da bolsa


Quando há uma pequena abertura na bolsa, o líquido pode escapar. Pode acontecer em qualquer ponto da gravidez, mas é muito mais frequente perto do final da gestação. Às vezes a abertura se fecha sozinha e o líquido pára de vazar (por exemplo, quando a perda de líquido acontece depois de uma amniocentese. O maior perigo dessa ruptura parcial da bolsa, além do oligoidrâmnio, é a entrada de bactérias, que podem provocar uma infecção. Assim, seu médico estará mais atento para qualquer sinal de infecção.


Problemas na placenta


Pode ser que a placenta não esteja produzindo sangue e nutrientes em quantidade adequada para o desenvolvimento do bebê. Quando os bebês são pequenos, produzem menor quantidade de urina, por isso os níveis de líquido amniótico ficam baixos.


Anomalias no bebê


Quando o líquido fica abaixo do normal ainda no primeiro ou no segundo trimestre, pode ser que haja alguma malformação interferindo na produção de urina pelo bebê. O médico deve pedir um ultra-som detalhado para verificar o desenvolvimento dos rins do bebê e do trato urinário, além do coração.


Síndrome da transfusão feto-fetal


Quando a mulher está grávida de gêmeos idênticos e cada um tem sua própria bolsa, há entre 10 e 15 por cento de possibilidade de eles terem a síndrome da transfusão feto-fetal -- um bebê recebe mais sangue e nutrientes da placenta que o outro. Nesses casos, o gêmeo "doador" acaba ficando com menos líquido amniótico, enquanto o "receptor" fica com líquido em excesso. Se você estiver grávida de gêmeos, terá que fazer ultra-sonografias com frequência para acompanhar os níveis de líquido amniótico e o desenvolvimento de cada bebê.


Medicamentos


Determinados remédios podem causar oligoidrâmnio. A medicação contra hipertensão à base de inibidores da enzima conversora da angiotensina (inibidores da ACE), por exemplo, afeta o funcionamento dos rins do bebê e deve ser evitada. Alguns remédios usados para combater a ameaça de parto prematuro também podem afetar os rins do bebê, assim como o ibuprofeno. Nunca use nenhum remédio na gravidez sem falar com o médico.







Introdução

A toxemia gravídica ou doença hipertensiva específica da gravidez compreende um conjunto de problemas que só acontece durante a gravidez, depois da 20ª semana. Ela engloba desde os casos leves de hipertensão arterial e o inchaço no início da gestação até os quadro de pré-eclampsia, eclampsia e síndrome HELLP.




A paciente que com pré-eclampsia desenvolve pressão alta e passa a eliminar proteína na urina. O inchaço pode iniciar nas pernas e chegar a atingir o corpo inteiro.

Na pré-eclampsia, os vasos sanguíneos da mãe se contraem (tornam-se estreitos), diminuindo o suprimento de sangue ao feto, à placenta, aos rins, ao fígado, aos olhos, ao cérebro e a outros órgãos da mulher.

A eclampsia é uma complicação da pré-eclampsia combinada a ataques epiléticos ou coma. O problema pode afetar tanto a mãe quanto o bebê.

A pré-eclampsia e a eclampsia são as principais causas de doença e morte para mães e recém-nascidos. A pré-eclampsia acontece em aproximadamente cinco a oito por cento das mulheres grávidas. A eclampsia acontece em uma a cada 200 mulheres com pré-eclampsia, e é freqüentemente fatal se não é tratada.

Os problemas que aumentam as chances de uma mulher desenvolver toxemia gravídica incluem:



Estar na primeira gravidez
Ser diabética com problemas vasculares
Ter obesidade
Ser portadora de hipertensão arterial crônica
Ter problemas renais
Estar abaixo dos 15 ou acima dos 35 anos de idade
Ter gestações múltiplas (gêmeos, trigêmeos ou mais)
Ser da raça negra
Ser portadora de Lúpus Eritematoso ou outra doença vascular do colágeno
Ter uma história familiar de toxemia gravídica (mãe, irmã, filha, avó, tia, etc)




Quadro Clínico

Pré-eclampsia leve — A mulher com pré-eclampsia leve pode não ter nenhum sintoma, ou pode ter só um leve inchaço das mãos ou dos pés. Entretanto, muitas mulheres grávidas têm algum grau de inchaço sem que isso indique pré-eclampsia.

Pré-eclampsia Grave — Os sintomas podem incluir:
Dor de cabeça,
Alterações Visuais,
Náuseas, vômitos e dor abdominal, normalmente acima do umbigo,
Falta de ar,
Dor pélvica,
Sangramento vaginal,
Hematúria (presença de sangue na urina).

Eclampsia
— A eclampsia causa ataques epiléticos que se caracterizam por perda de consciência (desmaios) com contrações sem controle dos braços e das pernas; com ou sem liberação de urina ou fezes.

Diagnóstico

O acompanhamento de toda a gravidez por um obstetra em consultas pré-natais é de suma importância, pois a toxemia gravídica tem seu início insidioso e na maior parte das vezes não tem sintomas no começo. O pré-natal é a melhor forma de ter a toxemia gravídica diagnosticada e tratada antes dela tornar-se grave. O obstetra, durante a consulta pré-natal, irá medir a pressão arterial e solicitará um exame de urina para ver se há perda de proteína porque os resultados alterados são os sinais mais precoces e comuns da toxemia gravídica.

Se a mulher têm antecedentes de pressão alta (hipertensão arterial) antes da gravidez o diagnóstico de toxemia pode ser mais difícil de se estabelecer. Uma a cada quatro mulheres com pressão alta desenvolve pré-eclampsia durante a gravidez.



Pré-eclampsia leve — É caracterizada pelo seguinte:



Pressão diastólica (menor valor) igual ou menor que 100 mmHg,




Elevação de 30 pontos no valor sistólico da pressão arterial (número superior) ou 15 pontos de elevação no diastólico (número inferior) em sua pressão sanguínea habitual, até mesmo se os valores não superarem 140 x 90 mmHg



Inchaço ou ganho de peso de mais que um quilo em uma semana ou um ganho de peso súbito. (Inchar na área de tornozelo é considerado normal durante gravidez)



Presença de proteína na urina, porém não superior a cinco gramas em 24 horas,



Exame de fundo de olho mostrando a retina borrada, além de evidência de arterioloespasmo.



Pré-eclampsia Grave — Inclui:

Pressão sanguínea diastólica superior a 110 mmHg,




Dor de cabeça ou distúrbios visuais associados à pressão alta,




Proteína na urina superior a cinco gramas por um período de 24 horas,




Baixo volume urinário (oligúria) - inferior a 600 ml em 24 horas,




Dor abdominal ou pélvica,




Inchaço nos pulmões,




Sangramento vaginal,




Sinais da Síndrome "HELLP" - A síndrome HELLP acontece em aproximadamente 10 por cento das pacientes com pré-eclampsia grave e caracteriza-se pelo mal funcionamento do sistema de coagulação do fígado e do sangue. HELLP significa: Hemolysis (hemólise – destruição das células vermelhas do sangue), enzimas do fígado elevadas (Elevated Liver enzymes), e Low Platelets (baixa quantidade de plaquetas - células que ajudam o sangue a se coagular).

Eclampsia — O aparecimento de ataques epiléticos ou coma numa mulher com pré-eclampsia grave define eclampsia. Porém, tais ataques epiléticos podem também acontecer na pré-eclampsia leve. Quase 50 por cento das pacientes com eclampsia têm também a síndrome HELLP. A eclampsia pode aparecer durante o período pós-parto imediato.


Prevenção

Não há nenhum modo de se prevenir a pré-eclampsia.

Se não existem métodos eficazes de prevenção, as complicações da pré-eclampsia e da eclampsia podem ser evitadas. Isto se dá quando se reconhece no pré-natal bem conduzido, as gestantes de risco (primeira gestação, hipertensas crônicas, pré-eclampsia ou eclampsia em outra gravidez, diabéticas com problemas vasculares ou gravidez múltipla). Acredita-se que mulheres que recebem tratamento pré-natal são sete vezes menos prováveis de morrer de com a doença que mulheres que não tomaram este cuidado durante a gravidez. O acompanhamento pré-natal é crucial na prevenção das complicações e mortes de mães e fetos.

Tratamento

O parto é a única forma de tratar a pré-eclampsia e a eclampsia de forma definitiva.



O ideal é que se retarde o parto até o feto estar suficientemente desenvolvido para nascer com segurança.

As medidas que envolvem o tratamento incluem:

Pré-Eclampsia Leve

Retardar o parto até que o bebê esteja maduro o bastante;
Repouso da mãe na cama com o corpo voltado para o lado esquerdo a maior parte do tempo;
Controle diário da pressão sanguínea, se possível mais de uma vez ao dia;
Controle do peso diariamente (valorizar o ganho de peso de 1 Kg por semana como piora);



Não fazer uso de diuréticos;
Não tomar remédios para a pressão a menos que a paciente tenha pressão arterial crônica ou que o repouso não diminua os níveis de pressão;
Dosagem das proteínas na urina a cada três dias;
Dosar as enzimas hepáticas e a coagulação do sangue pelo menos uma vez por semana;
Avaliar o crescimento ponderal e a vitalidade do feto semanalmente;
Hospitalização para tratamento adequado e monitoramento, quando necessário.

Pré-eclampsia Grave


Induzir o parto assim que for possível (a saúde e o bem-estar da mãe voltarão ao normal assim que o bebê nascer);
Medicamentos anti-hipertensivos de ação rápida como a Hidralazina (endovenosa) ou Nifedipina (sub-lingual);
Hospitalização de todas as pacientes com pré-eclampsia grave;
Uso de anticonvulsivante (Sulfato de magnésio) para diminuir o risco de ataques epiléticos (crises convulsivas);
Controle da pressão sanguínea com medicamentos até o parto.

Eclampsia


Controle dos ataques epiléticos com sulfato de magnésio intravenoso;
Anticonvulsivantes como os Benzodiazepínicos e a Fenil-hidantoína (Hidantal) também podem ser usados;
Medicamentos hipotensores como a hidralazina e a nifedipina poderão ser usados para corrigir a hipertensão arterial;
Indução do parto tão logo os ataques epiléticos forem controlados e a pressão sanguínea da mãe se estabilize;
Antibióticos podem ser recomendados pelo risco de infecção pulmonar e pela possibilidade da paciente ficar inconsciente e respirando por aparelho por longos períodos
.

Qual médico procurar?

A paciente deve procurar seu Ginecologista / Obstetra assim que souber que está grávida. Se a paciente desenvolve dor de cabeça grave, inchaço, alterações na visão, dor abdominal ou pélvica, ou outros sintomas de pré-eclampsia, deve-se procurar o pronto-socorro obstétrico imediatamente.

Prognóstico

A pré-eclampsia geralmente atinge o último trimestre de gravidez, mas pode iniciar a partir do 3° mês. Se a doença piora e ameaça a saúde da mãe o parto normalmente é induzido.

Os sintomas da pré-eclampsia regridem em geral de 1 a 2 dias após o parto e a pressão sanguínea volta aos valores normais após 1 a 3 meses. Se a eclampsia se desenvolve, o melhor tratamento para a mãe é a indução do parto.

O tratamento pré-natal pode reduzir drasticamente as complicações e mortes na pré-eclampsia e eclampsia.








A pré-eclampsia é caracterizada por pressão arterial elevada (hipertensão) acompanhada pela eliminação de proteínas pela urina (proteinúria) ou de retenção de líquidos (edema) que ocorre entre a 20.ª semana de gravidez e o final da primeira semana depois do parto.



A eclampsia
é uma forma de pré-eclampsia mais grave, que provoca convulsões ou coma.A pré-eclampsia verifica-se em 5 % das mulheres grávidas. É mais frequente na primeira gravidez e nas mulheres que já têm a pressão arterial elevada ou que sofrem de um problema nos vasos sanguíneos. A eclampsia surge em 1 a cada 200 mulheres que têm pré-eclampsia e, em geral, é mortal, a menos que seja tratada com rapidez.



No entanto, desconhecem-se as causas da pré-eclampsia e da eclampsia. O risco mais importante da pré-eclampsia é o desprendimento prematuro da placenta da parede uterina.



Na pré-eclampsia, a tensão arterial é superior a 140/90 mmHg, aparece edema no rosto ou nas mãos e são detectados valores anormalmente elevados de proteínas na urina. Também se considera que tem pré-eclampsia uma mulher cuja pressão arterial aumenta consideravelmente, mas mantém-se abaixo dos 140/90 mmHg durante a gravidez.Os recém-nascidos de mulheres pré-eclâmpsicas têm 4 a 5 vezes mais probabilidades de ter problemas pouco depois do parto do que os de mulheres que não sofram dessa doença. Os recém-nascidos podem ser pequenos porque a placenta funciona mal ou porque são prematuros.



Tratamento


Ao contrário da pressão arterial elevada (hipertensão), a pré-eclampsia e a eclampsia não respondem aos diuréticos (remédios que eliminam o excesso de líquido) nem às dietas de baixo teor em sal. Aconselha-se a mulher a que consuma uma quantidade normal de sal e que beba mais água. O repouso na cama é importante. Em geral, também é aconselhada a virar-se sobre o lado esquerdo, visto que assim é exercida menor pressão sobre a grande veia do abdómen (veia cava inferior), que devolve o sangue ao coração, e melhora o fluxo sanguíneo. Em certos casos, pode ser administrado sulfato de magnésio por via endovenosa para fazer descer a pressão arterial e evitar as convulsões.



Em caso de pré-eclampsia ligeira, acamamento pode ser suficiente, mas a mulher deverá consultar o seu médico de 2 em 2 dias. Se não melhorar com rapidez, deve ser hospitalizada e, se o problema continuar, o parto deve ser provocado quanto antes.



Uma mulher que sofra de pré-eclampsia grave deve ser hospitalizada e permanecer na cama. O facto de administrar líquidos e sulfato de magnésio por via endovenosa muitas vezes alivia os sintomas. Em 4 a 6 horas a pressão arterial costuma baixar até atingir valores normais e pode-se proceder ao parto sem correr nenhum risco. Se a tensão arterial continuar alta, são administrados mais remédios antes de se tentar provocar o parto.



Uma importante complicação da pré-eclampsia e da eclampsia graves é a síndrome HELLP, que consiste no seguinte:


Hemólise (destruição de glóbulos vermelhos);Aumento dos enzimas hepáticos (liver), que indicam lesão hepática;Baixa (low, em inglês) contagem de plaquetas, o que indica uma deficiente capacidade de coagulação do sangue (um problema potencialmente grave durante e depois do parto).





A síndrome HELLP é mais provável que apareça quando se atrasa a instituição do tratamento da pré-eclampsia. Se surgir a síndrome, deve-se fazer uma cesariana, o método disponível mais rápido, a não ser que o colo uterino esteja suficientemente dilatado para permitir um rápido nascimento pela vagina.



Depois do nascimento, controla-se exaustivamente a mulher para detectar sinais de eclampsia. Uma quarta parte dos casos de eclampsia acontece depois do parto, em geral nos primeiros 2 a 4 dias.



À medida que o estado da mulher melhora de forma gradual, é incentivada a caminhar um pouco. Mesmo assim, pode ser-lhe administrado um sedativo suave para controlar a pressão arterial.



A hospitalização pode durar de poucos dias a algumas semanas, conforme a gravidade da doença e suas complicações.



Mesmo depois de ter sido dada alta, é possível que a mulher tenha que tomar medicamentos para reduzir a pressão arterial. Em geral, deve consultar o médico, pelo menos de 2 em 2 semanas durante os primeiros meses depois do parto.



A sua pressão arterial pode, no entanto, manter-se elevada durante 6 a 8 semanas, mas, se se mantiver alta durante mais tempo, talvez a sua causa se deva a outro problema e não à pré-eclampsia.






Fonte: http://www.msd.pt/content/corporate/pt_index.html




Você sabe o que é Pré-Eclâmpsia?

Perguntas Frequentes


O que é Pressão Arterial normal?As medidas de pressão utilizam a unidade milímetro de mercúrio (mmHg). Assim, hipertensão arterial é definida por valores iguais ou maiores que 140 por 90 mmHg. Valores inferiores são considerados normais. Mulheres gestantes podem exibir normalmente valores bem mais baixos que a população geral, como por exemplo, 90 x 60mmHg.






O que é Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG)?Freqüentemente o termo DHEG é utilizado como sinônimo de pré-eclâmpsia. Na realidade a DHEG é a doença em seu sentido amplo, isto é, a elevação da pressão arterial em mulheres gestantes. Quando além da elevação da pressão arterial ocorre a perda de proteínas na urina, a situação deve ser chamada como pré-eclâmpsia.




Por que a Pré-Eclâmpsia eleva a Pressão Arterial?As modificações que se instalam pela pré-eclâmpsia acarretam uma espécie de “irritação” nas artérias de pequeno calibre, provocando sua contração e conseqüente elevação da pressão arterial.




O que é Proteinúria?É a perda de proteínas pela urina. Normalmente a filtração renal retém proteínas, sendo que a urina não contém proteínas.. Em algumas situações como em doenças renais ou na pré-eclâmpsia, algumas modificações podem ocorrer e a capacidade de filtração ser comprometida, havendo perda de proteínas na urina, detectáveis através de fitas especiais de medição ou por dosagem laboratorial.




A dieta pode afetar a quantidade de proteína na urina?Não. O rim tem capacidade para reter proteína independente da concentração do sangue. Assim, a detecção de proteínas na urina sempre deve ser considerada como anormal.




O que fiz de errado para ter Pré-Eclâmsia?Não existem evidências que possam associar a ocorrência de pré-eclâmpsia a algum tipo de comportamento ou eventual negligência pessoal, isto é ninguém pode ser culpado por sua ocorrência. Apesar de não prevenir pré-eclâmpsia, iniciar o pré-natal o mais precoce possível pode permitir se antecipar à problemas.




Por que estou tendo Pré-Eclâmsia?Não se sabe exatamente por que algumas mulheres desenvolvem pré-eclâmpsia e outras não. Parece existir alguma predisposição genética, isto é, filhas de mulheres que tiveram pré-eclâmpsia teriam maior chance de tê-la. Outros fatores relacionados ao sistema imunológico materno fazem com que mulheres que estejam grávidas pela primeira vez de seu marido ou companheiro tenham maior chance de pré-eclâmpsia.




Como posso estar com pressão alta e não sentir nada?È possível estar com hipertensão arterial e não ter nenhum sintoma. Para que exista sintomatologia relacionada a elevação da pressão arterial (dor de cabeça por exemplo), é necessário que esta alcance valores elevados, por exemplo 110 de pressão diastólica. Felizmente isto não é tão freqüente na gestação. Por outro lado, na pré-eclâmpsia mesmo valores relativamente baixos podem ocasionar graves problemas.




Por quê eu me sinto bem se tenho uma doença tão grave?Este é um dos fatores que permitem a uma gestante entrar em situações clínicas de extremo risco. A hipertensão e as modificações dos órgãos maternos demoram a produzir sintomas desconfortáveis. Seria possível comparar a situação da pré-eclâmpsia como a de alguém que está muito próximo a beira de um abismo. Em princípio esta pessoa está bem apesar do risco iminente. Quando os sintomas ou sensação de mal-estar se instalam, poderíamos afirmar que esta pessoa está caindo no abismo!




Por quê Pré-Eclâmpsia causa dor de cabeça?A dor de cabeça (cefaléia) é causada por distúrbios circulatórios cerebrais decorrentes das lesões das artérias de pequeno calibre e do edema cerebral instalado. Se você tem o diagnóstico de pré-eclâmpsia e está apresentando dor de cabeça, isto pode ser preocupante!




Por que ficar no hospital se tenho mais conforto em minha casa?O propósito da internação não é apenas fazer repouso. A pré-eclâmpsia muitas vezes tem comportamento instável, com elevação súbita de pressão arterial. Assim sendo, é mais seguro para você e seu bebê o acompanhamento no hospital, onde os controles de pressão são feitos com maior precisão e suas condições e de seu bebê podem ser avaliadas regularmente




Minha pressão arterial em casa é sempre menor que quando medida no hospital. Não seria melhor ficar em casa?Isto é um fato comum, isto é, muitas vezes a pressão no hospital ou no consultório do médico e maior que em casa. Porém isto não significa que esta pequena redução seja segura quando a elevação da pressão arterial for decorrente de pré-eclâmpsia. Assim, o local mais seguro para o seguimento materno e do bebê é o hospital.




Por que minha pressão arterial continua alta apesar de manter repouso?Infelizmente não é possível controlar a pré-eclâmpsia apenas pelo repouso. É verdade que manter a calma e reduzir o estresse podem ajudar porém não interferem nos complexos mecanismos que determinam a elevação da pressão arterial. Assim, muitas vezes, apesar do repouso será necessário usar medicamentos para redução da pressão arterial.




Pré-Eclâmsia acarreta malformações no bebê?Não. Os problemas decorrentes da pré-eclâmpsia não aumentam os riscos de mal-formações fetais.




Meu bebê terá algum problema?As duas maiores preocupações em relação ao bebê são relacionadas a possível redução da oferta de oxigênio pela placenta e pela necessidade de nascimento prematuro. A redução de oxigênio pode ser identificada através de exames de ultra-som e permitir ao médico decidir ou não pela manutenção da gestação. Quanto a prematuridade, esta é bastante preocupante. Quanto menor o peso de nascimento, maior a chance de problemas.




A pressão arterial do bebê também aumenta?A elevação da pressão materna não causa elevação da pressão arterial do bebê. Porém as alterações nas artérias podem dificultar a circulação sangüínea na placenta reduzindo a oxigenação fetal. Estas alterações também podem levar ao rompimento de artérias da placenta acarretando um evento muito grave chamado descolamento da placenta




As drogas Hipotensoras podem causar malformações fetais?Não existem evidencias a este respeito. Todas as alternativas de hipotensores, com exceção da classe de inibidores de enzima de conversão da angiotensina, podem ser utilizados mesmo em fases precoces da gestação sem riscos de malformação.




A Proteinúria prejudica o bebê?Diretamente não. Porém, a intensidade de proteinúria é um indicador de gravidade da doença com proporcional comprometimento placentário e fetal.






O exame de ultra-som diz que meu bebê é pequeno para a idade gestacional. O que é isso?Nem todas as mulheres com pré-eclâmpsia tem bebês pequenos. Porém, existe a possibilidade de ocorrer redução do fluxo sanguíneo da placenta e limitar a oferta de nutrientes e oxigênio para o bebê. Quando tais situações são detectadas, muitas vezes é necessária a antecipação do nascimento




Por que meu bebê deve nascer antes do tempo? Apesar de não se conhecer de forma exata o porque do desenvolvimento de pré-eclâmpsia, uma coisa é certa: sua origem está na presença da placenta. Assim, muitas vezes a situação se torna tão grave que os riscos para a mãe e bebê são extremamente preocupantes, exigindo a retirada da placenta antes do tempo




A Pré-Eclâmsia pode acarretar sequelas irreversíveis na minha saúde?Apesar de poder causar sérias lesões em órgãos nobres como rins, fígado e cérebro, na maioria das vezes estas alterações são totalmente reversíveis, a não ser que tenham causado dano irreparável como um acidente vascular.




O aumento da pressão arterial pode causar convulsões?Sim. Níveis elevados de pressão arterial podem afetar a circulação do cérebro causando redução de oxigênio e acúmulo de líquido (edema cerebral), causando convulsões. A convulsão decorrente das alterações da pré-eclâmpsia é chamada ECLÂMPSIA.




Por que eu tive Eclâmsia se minha pressão arterial não era tão alta?Não existe uma relação proporcional entre o nível de pressão e a eclâmpsia. Ainda que quanto maior o nível de pressão arterial maior é o risco, muitas vezes hipertensão arterial discreta pode se associar com quadros maternos graves, incluindo a possibilidade de eclâmpsia.




Repouso pode prevenir Pré-Eclâmsia?Infelizmente não. Ainda que o repouso possa reduzir a pressão arterial, isto não é suficiente para interferir nos mecanismos responsáveis pela instalação da pré-eclâmpsia.




O tipo de dieta pode prevenir Pré-Eclâmsia?De modo geral, a dieta balanceada é fundamental para o sucesso de qualquer gestação. Em relação a pré-eclâmpsia, existem evidências científicas sugerindo que se você fizer uma dieta rica em cálcio (2 a 3 boas fatias de queijo branco e/ou cerca de 1 litro de leite ao dia) podem diminuir o risco de instalação de pré-eclâmpsia.




O que posso fazer para prevenir Pré-Eclâmsia na próxima gravidez?Não existem fórmulas simples para esta questão. Porém se você teve quadros graves de pré-eclâmpsia em gestação anterior, o uso de baixas doses de aspirina podem ser úteis, associados a uma dieta rica em cálcio. De qualquer forma, a melhor atitude a tomar é iniciar o pré-natal o mais rápido possível permitindo ao médico detectar problemas antes que se agravem.




A obesidade aumenta o risco para Pré-Eclâmsia?Não há evidências consistentes que a obesidade per si predisponha a pré-eclâmpsia, a não ser que seja acompanhada de hipertensão arterial crônica. O ganho excessivo de peso é um sinal de alerta para a retenção hídrica, sem correlação com o tipo de dieta.






Eu terei Pré-Eclâmsia na próxima gravidez?Se você teve uma gestação normal, não há motivos para preocupação. Se você estiver grávida pela primeira vez de um novo marido ou companheiro, suas chances são iguais a da população geral, ou seja, cerca de 5 a 10%. Se você teve pré-eclâmpsia leve na gestação anterior, na maioria das vezes isto não deve ocorrer em gestações subseqüentes. Porém se você teve um quadro grave de pré-eclâmpsia o risco de recorrência é mais preocupante sendo aproximadamente 1 em 20




Eu posso terPré-Eclâmsia mesmo tendo gestações normais até agora?A resposta é sim. Ainda que com chances remotas, algumas podem desenvolver pré-eclâmpsia mesmo com um antecedente favorável. Porém se você estiver grávida pela primeira vez de um novo marido ou companheiro, suas chances podem aumentar.




Minha filha terá maior risco de desenvolver Pré-Eclâmsia?Sim. Mulheres que tem em seus antecedentes familiares mães, avós ou irmãs que tiveram pré-eclâmpsia, terão maior risco que a população geral. Isto se deve ao fato de existir fatores genéticos envolvidos no desenvolvimento da patologia.