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Com o aumento do número casos de "gripe suína" no Brasil nos últimos dias, subiu também a procura por atendimento nos hospitais do País. Mesmo após a análise do médico, nem todos os pacientes saem da consulta sabendo se foram ou não infectados pela doença. "O vírus pode infectar as pessoas sem motivar sintomas graves", informa o médico infectologista Vicente Amato Neto.

No dia 26 de junho, o governo brasileiro anunciou mudanças de enfoque no combate à "gripe suína", restringindo os exames de diagnóstico apenas aos casos mais graves.
Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a medida, “que atende a uma recomendação da OMS", foi "mal entendida". "O tratamento independe do diagnóstico. Ou seja, as pessoas que tiverem todos os sintomas serão tratadas, mesmo que não tenham feito o exame", disse o ministro.

Para o médico infectologista, o ideal para saber como a doença está se disseminando no País seria fazer o exame em todos os que apresentassem os sintomas, mas, segundo ele, os médicos geralmente determinam se o paciente foi contaminado já na consulta.
"O quadro clínico da doença é bem típico. Tem início súbito, febre alta, tosse, dor no corpo, dor articular, coriza. O médico experiente deve saber e perguntar se o paciente viajou ao exterior, se teve contato com alguém doente, deve saber como proceder", afirma ele.
Amato explica ainda que a população não precisa ficar em pânico por causa da "gripe suína". "A imensa maioria adoece e não morre. Aí o tratamento é dado para corrigir os sintomas". De acordo com o médico, as pessoas que devem ter mais cuidados, como recomenda o Ministério da Saúde, são os idosos, as crianças, as com deficiencia da imunidade ou doença pulmonar crônica e mulheres grávidas.


Vacina


O Brasil tem até agora 24 mortes provocadas pela "gripe suína". Nesta quarta-feira, Temporão disse em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da "TV Globo", que a vacina que está sendo testada na Austrália é para ser usada no inverno do hemisfério norte. No Brasil, segundo o ministro, a vacina só será usada no inverno de 2010.

O ministro tentou, mais uma vez, tranquilizar a população, ao afirmar que a "gripe suína" tem características "extremamente semelhantes" a da gripe comum, como sintomas, evolução clínica, letalidade e tratamento. "Um dado importante para a população saber: em julho do ano passado, morreram no Brasil, de complicações da gripe comum, 4.500 pessoas." Segundo Temporão, a "gripe suína" deve ser tratada, inicialmente, da mesma maneira que a gripe comum.



fonte: ultimosegundo.ig.com.br



O que é?




É uma doença respiratória aguda altamente contagiosa entre humanos que leva a um quadro de infecção respiratória. Embora ainda não comprovado, acredita-se que o vírus tenha vindo de uma série de mutações originadas em porcos.




O que causa?

Os sintomas da doença são febre, dores pelo corpo, cansaço e tosse.

Como diferenciar da gripe comum?

Em uma pessoa com suspeita, primeiramente se faz o chamado teste rápido para detecção do vírus influenza. É um kit que permite indicar a presença do vírus influenza. Se o teste rápido der positivo, o material colhido é enviado para um laboratório especializado, e ali se identifica se o vírus influenza encontrado é ou não da nova gripe.

Por que mata?

A pessoa pode morrer do próprio vírus, mas a morte pode ser causada também por infecções bacterianas secundárias, que surgem porque o organismo fica debilitado com a gripe. É o caso da pneumonia, que pode levar a insuficiência respiratória.

O CONTÁGIO
Como ocorre?

As primeiras pessoas infectadas provavelmente tiveram contato com porcos, em fazendas ou feiras agropecuárias, por exemplo. No entanto, agora, o contágio está ocorrendo exclusivamente pelo contato próximo entre uma pessoa e outra, especialmente por gotículas de saliva, lançadas no ar pela tosse ou por espirros — daí o motivo do uso de máscaras

Carne de porco e derivados

É seguro comer carne de porco cozida em temperatura superior a 70°C. Alimentos como presunto, salsicha e bacon também não trazem riscos.

O tratamento

Médicos em todo o mundo têm usado o antiviral oseltamivir. O tratamento é mais eficiente e ecomendado nas primeiras 48 horas de manifestação dos sintomas. A partir desse período, o medicamento deixa de ser prioritário, mas pode continuar sendo prescrito, de acordo com a avaliação clínica do médico. Além do antiviral, há outros remédios usados para aliviar os sintomas.


O QUE EU POSS O FAZER PARA ME PREVENIR?

Proteção

Ao tossir e espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, de preferência descartável.


Contato

Evite o contato direto com pessoas doentes. Também não compartilhe alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal. Evite tocar olhos, nariz ou boca. A higiene é fundamental. Lave as mãos com frequência. Até agora, não há casos no Brasil transmitidos de pessoa para pessoa, como no México e nos Estados Unidos.








Fonte: clicrbs.com
Renato Cassol, infectologista do Hospital Conceição